Quase todo mundo conhece um personagem dentro do bot de outra pessoa. Esta é a outra coisa que dá para fazer com um: dar a ele um endereço próprio, para que as pessoas abram uma conversa com o seu personagem, e não com um menu que por acaso o contém.
Leva alguns minutos e não exige código. O que vem a seguir é exatamente o que acontece, incluindo as partes que são limites e não recursos.
O que «um bot seu» quer dizer de fato
Quem cria o bot é o Telegram, não nós. Você fala com o @BotFather, o Telegram emite um @username e um token, e a partir daí esse bot existe dentro da sua conta do Telegram. Você entrega o token ao Talaforge para que o seu personagem possa responder por ele.
A consequência é o que importa: ele é seu. O @username está registrado no seu nome. Você pode mudar nome e foto pelo próprio Telegram, como em qualquer bot que você tenha. E pode revogar o token quando quiser — nesse momento o seu personagem simplesmente para de responder ali, porque deixamos de ter permissão para falar em nome daquele bot.
Isso também significa que a responsabilidade é sua. O bot está registrado na sua conta, então as regras do Telegram para donos de bots valem para você, não para nós.
De um personagem a um @username
O personagem vem primeiro. Você cria do jeito de sempre — uma frase basta, o resto é rascunhado para você e continua editável — e depois liga o personagem ao bot.
Não há código, nem servidor, nem deploy. Nada roda numa máquina que você precise manter de pé: o bot responde porque nós executamos o personagem por trás do token que você deu.
Quem pode escrever para ele
Você escolhe. Um bot pode ficar aberto a qualquer pessoa que o encontre, ou responder só a você.
Os dois usos são reais. Um bot aberto é algo que você compartilha: um personagem com quem outras pessoas conversam. Um bot fechado é uma linha privada com o seu personagem, num endereço que você alcança de qualquer aparelho sem abrir menu nenhum antes.
O que o bot herda
O personagem por trás do bot continua sendo um personagem. Ele não vira uma cópia congelada:
- Editável e trocável: mude a personalidade, ou aponte o bot para um personagem completamente diferente, sem mexer no token.
- A memória funciona igual ao resto: por personagem, por tópico e por pessoa que conversa com ele.
- Imagens e respostas em voz vão junto, com os mesmos padrões.
- A escolha de modelo vai junto, e trocar no meio da conversa continua funcionando.
Ou seja, você não está construindo um produto separado. Está dando a um dos seus personagens uma porta de entrada.
Como funciona a divisão da receita
Quem conversa com o seu bot gasta energia no que recebe: respostas, imagens, voz. Você fica com uma parte disso.
A atribuição anda pelos links de compartilhamento, e a receita é paga em Telegram Stars, dentro do Telegram, a mesma moeda que tudo aqui usa.
O que não é: um marketplace. Não existe vitrine, nem checkout para configurar, nem catálogo de produtos, nem painel de vendedor para administrar. Você tem um personagem, um endereço e uma parte do que acontece ali.
Para onde o bot pode ir depois
Quando um personagem ganha o próprio bot, mais três coisas passam a ser possíveis, e em todas é o mesmo bot fazendo um trabalho diferente.
Ele pode tocar um grupo: adicionado a um grupo do Telegram, responde em personagem. O Telegram exige dar a ele direitos de administrador antes que consiga sequer ler a sala; essa regra é do Telegram, não uma configuração que inventamos. Você também pode mandar que ele fale só quando for chamado.
Ele pode responder as suas mensagens diretas recebidas pelo Telegram Business, na voz do personagem, enquanto você está fora. Você escolhe quais conversas ele cobre nas próprias configurações do Telegram e, no instante em que você responde, a sua resposta prevalece.
E pode abrir e responder o tópico de comentários embaixo de uma publicação nova do seu canal.